Feminicídio adulto e enunciação jornalística: O caso de Paola (Peru)

Lilian Kanashiro, Lucía Yap

Resultado de la investigación: Contribución a una revistaArtículo (Contribución a Revista)revisión exhaustiva

Resumen

O feminicídio geralmente é conceituado como o assassinato de uma mulher atribuído a motivos de gênero (HERNÁNDEZ-BREÑA, 2016). No entanto, essa definição traz algum grau de confusão. À primeira vista, não está claro o que é uma razão de gênero ou o que diferencia o feminicídio de outros homicídios. Portanto, faremos uma breve revisão histórica do termo e depois nos concentraremos em seu significado jurídico no Peru. Por fim, definiremos o conceito que será usado. Este artigo aborda a cobertura jornalística de notícias relacionadas ao feminicídio a partir de uma perspectiva sociossemiótica, especialmente a enunciação jornalística. Depois das várias etapas para a seleção do objeto estudamos em profundidade o caso de Paola Peralta como corpus de análise. Embora se saiba que existe uma onda de interesse e de preocupação com a violência de gênero, que reconhece as várias formas de violência contra a mulher, pouco se tem produzido sobre as várias modalidades de enunciação desses eventos pelo jornalismo. Os resultados aqui apresentados indicam que a cobertura não é consonante com as estatísticas oficiais de feminicídio, uma vez que há mais cobertura de feminicídio não íntimo e, em menor medida, de feminicídio íntimo. Também encontramos discordâncias entre o discurso jornalístico e o discurso judicial, que dão origem a uma sensação de justiça incompleta. Concluímos que há necessidade de uma autorregulação da enunciação jornalística em casos de feminicídio.
Idioma originalEspañol (Perú)
Número de artículo8
Páginas (desde-hasta)99-116
Número de páginas18
PublicaciónLUMINA
Volumen13
N.º2
DOI
EstadoPublicada - 3 ago 2019

Palabras clave

  • PERIODISMO
  • COBERTURA INFORMATIVA
  • SOCIOSEMIÓTICA
  • VIOLENCIA DE GÉNERO
  • FEMINICIDIO

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